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Inscrições prorrogadas para o Prêmio Literário Ferreira Gullar

photo5143113034066143147O prazo de inscrições para o Prêmio Literário Ferreira Gullar foi prorrogado. Até 30 de junho, estudantes dos ensinos fundamental e médio das redes pública e privada de ensino podem inscrever jogos eletrônicos ou aplicativos que incentivem a leitura e, sobretudo, o conhecimento da obra do poeta maranhense. A iniciativa do Ministério da Cultura (MinC) – por meio do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) – distribuirá R$ 30 mil em prêmios.

Os três primeiros colocados receberão troféu, diploma e os seguintes prêmios financeiros: R$ 10 mil para o primeiro lugar, R$ 7.142,86 para o segundo e R$ 4.285,72 para o terceiro. As inscrições poderão ser feitas no site do Ministério da Cultura. Toda a documentação exigida deverá ser anexada pelo Sistema de Acompanhamento às Leis de Incentivo à Cultura (SalicWeb).

O Prêmio do MinC faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), uma das principais políticas desenvolvidas pela pasta. Entre as diretrizes do PNLL estão a democratização do acesso à cultura e o fomento à leitura. Dentro dessa proposta, o edital surge com o objetivo de estimular a leitura e, ao mesmo tempo, homenagear o escritor Ferreira Gullar, morto em dezembro de 2016.

O poeta

Nascido em São Luís, no Maranhão, Ferreira Gullar (pseudônimo de José de Ribamar Ferreira) foi poeta, crítico, ensaísta e líder do movimento literário conhecido como Neoconcretismo, surgido no Rio de Janeiro na década de 50. Os neoconcretistas acreditava que a arte tinha sensibilidade, expressividade e subjetividade próprias e eram contrários às atitudes cientificistas e positivistas nas manifestações artísticas.

Gullar iniciou a poesia concreta com o livro A Luta Corporal, publicado em 1954. Em 1956, participou da primeira exposição de poesia concretista, que foi realizada em São Paulo, da qual Lígia Clark e Hélio Oiticica foram alguns dos destaques. Algum tempo depois, rompeu com os concretistas e passou a ligar-se ao pensamento progressista do período, passando a ter forte envolvimento político. Filiado ao Partido Comunista Brasileiro, Gullar chegou a ser preso e exilado durante o regime militar. Nesse período, publicou Poema Sujo (1975), quando estava no exílio em Buenos Aires. Voltou ao Brasil em 1977.

O poeta escreveu diversas peças teatrais, em parceria com outros dramaturgos, como Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha, e Dias Gomes. Recebeu o Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Ficção de 2007, com Resmungos. Em 2010, recebeu o Prêmio Camões e, quatro anos mais tarde, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. No ano passado, foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural (OMC) no grau máximo Grão Cruz. Oferecida pelo MinC, a OMC é a principal condecoração pública da área da cultura no Brasil.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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