Há 71 anos, o terreiro de Mãe Amara, em Dois Unidos (Recife) realiza o Amalá de Xangô – O Banquete do Rei”. Em mais uma edição, o evento que celebra a tradição nagô vai contar com a parceria do Governo de Pernambuco, através da Secult-PE e Fundarpe.

Léo Caldas

Léo Caldas

Patrimônio Vivo de Pernambuco, mestre Galo Preto é um dos convidados da celebração

O Amalá de Xangô é um ritual devotado a esta divindade. Consiste na preparação e oferenda de comidas votivas: o amalá e o beguirí. Dentro do contexto realizado, o Amalá de Xangô é considerado uma celebração específica para o Orixá do fogo e a realização da ação assume um caráter festivo, no qual confraternizam a divindade e os filhos de santo. “Celebrem, Xangô está em terra!”, comunicou no ano de 2014 com grande entusiasmo a Yiakekerê Maria Helena Sampaio, após consultar os búzios para a feitura do banquete.

A realização anual da cerimônia é um rito especifico (em suas particularidades) do Terreiro de Mãe Amara que celebra e dá novo significado ao espaço-tempo sagrado. Além de apresentações culturais, a cerimônia também vai servir comida-ritual, um convite à comunhão e à dança. Saiba mais sobre a a celebração AQUI

Em 2014, a celebração do Amalá de Xangô do Terreiro de Mãe Amara foi reconhecida pelo Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana – 2014, promovido pelo IPHAN.

Amalá de Xangô – O banquete do Rei
Sábado, 25 de junho
Terreiro de Mãe Amara (Av. Hildebrando de Vasconcelos, 231, Dois Unidos – Recife)
Atrações: Mestre Galo Preto, Balé Ajô Nagô, Coco Chapéu de Palha e Grupo Xirê