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Ciranda de Sant’Anna: a arte de passar a tradição para a família

Avô enxerga no neto a continuação do trabalho da família e a alegria de um sonho que não tem fim

 No meio de tantas histórias que preenchem os carnavais, há sempre aquelas pessoas que desde a infância participam da folia ao lado da família. Trazendo consigo os ensinamentos dos tios e do pai, Hamilton Santos, 56, viu nos filhos e nos netos a oportunidade de continuar com a tradição da família: a Ciranda de Sant’Anna.

O grupo de percussão formado em 2002 já está na estrada há 15 anos, mas a ideia começou realmente nos anos 90 com uma banda de samba. Passando por seus toques os diversos ritmos culturais pernambucanos, além de interpretações das diversas Nações de Maracatu que influenciam seu estilo, todos os componentes da Ciranda fazem parte da mesma família, a família Santana, que deu origem ao nome da agremiação.

Do mais velho ao mais novo, de avô a neto, o grupo que surgiu no Vasco da Gama, hoje conta com dez integrantes e sempre participa de eventos como a festa do Momo. Na apresentação realizada nesta terça-feira (16), na primeira noite da Terça Negra Especial de Carnaval de 2018, a agremiação cumpriu sua missão e animou o público. Mas quem brilhou mais ainda foi Gabriel Ferreira, neto de seu Hamilton.

Aos seis anos, o pequeno já sabe tocar agogó, surdo e ganzá. Puxando as canções ao lado do avô e do restante da família, que também compõem o grupo, o caçula tem todas as músicas da ciranda na ponta da língua. “Eu me preparo aquecendo todo o meu corpo e depois começo a dançar. O carnaval é uma festa feliz e eu gosto de estar aqui”, comenta o pequeno Gabriel, que desde os quatro anos acompanha as apresentações.

Para o pai, a vontade de Gabriel é vista como o fruto de uma herança da família e uma motivação para continuar fazendo arte. “É muito lindo ver ele brincando e ao mesmo tempo aprendendo com a música. Se eu soltar ele aqui agora, ele vai embora para o meio da multidão dançar ciranda e maracatu. Ele adora isso e eu não quero que ele se distancie daqui”, conta Arthur Santos, de 26 anos, pai de Gabriel.

Ele também cresceu acompanhando o patriarca da família, durante os festejos de carnaval e de rua. Apesar disso, revela que o desejo do filho não foi algo forçado pela família, mas por vontade própria. “Ninguém colocou ele aqui não. Ele que não pode ouvir um batuque que já começa a se balançar. Foi ele quem quis e a gente só apoia”, brinca.

Já o avô, acredita que nada é por acaso e diz que “tudo isso é um trabalho de renovação”. O fundador da Ciranda de Sant’Anna vê no neto a continuação da tradição: “Eu vejo a alegria dele. É um menino que tem uma percepção de ritmo incrível e aprende rápido as coisas. Para onde vamos, ele vai atrás, e eu sei que isso faz ele ser maior do que parece. É um neto incrível e acredito que vai continuar andando pelos passos do avô”.

A Ciranda de Sant’Anna tem apresentações durante todo o período de prévias neste mês e para quem quiser contratar o grupo, o telefone para contato é o (81) 986930801 ou (81) 86907983.

Fonte: Ciranda de Sant’Anna: a arte de passar a tradição para a família

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