A figura do vaqueiro Raimundo Jacó foi eternizada na canção “A Morte do Vaqueiro”, de Luiz Gonzaga, que dizia: “Numa tarde bem tristonha / Gado muge sem parar / Lamentando seu vaqueiro / Que não vem mais aboiar”. O episódio que a canção narra é o assassinato de Jacó em 1954 nas caatingas do sítio Lages, distrito da cidade de Serrita, em Pernambuco.

O caso de sua morte nunca foi solucionado pela Justiça, mas fez de Jacó um personagem mítico no Sertão. Inspirado em sua história, o padre João Câncio realizou em 1970 a Missa dos Vaqueiros em homenagem a Raimundo Jacó. Ao longo dos anos a celebração ganhou proporção e se transformou numa grande festa que celebra o orgulho destes personagens que convivem com as adversidades do ofício.