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Zabé da Loca: 92 anos de pife

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Famosa no Brasil e no mundo, a grande tocadora de pífano,Dona Isabel Marques da Silva comemorou suas 9 décadas com amigos e admiradores.
Na secura da região do Cariri paraibano,onde brota a vegetação mais teimosa e forte do Nordeste, a dureza dos anos pode ser vista na superfície do rosto de dona Zabé, que associou a ‘loca’ ao seu sobrenome. Enraizado no rosto dessa sertaneja está um sorriso faceiro, germinado facilmente – diferente de como nascem as plantas por entre as pedras do local –, regado pelo som do pífano, a típica flauta ajambrada do bambu.
Zabé foi ‘descoberta’ pela Coordenação de Ação Cultural da Secretaria de Reordenamento Agrário, em 1994, que vem mapeando as manifestações culturais do semi-árido nordestino, com assessoria da Fundação Quinteto Violado.
“O pessoal do Ministério do Desenvolvimento Agrário foi ao loteamento 001 e encontrou uma velhinha baixinha, que liderava uma banda de pífano no semi-árido, tomava uma cachaça como se fosse um mate qualquer e pitava cigarro.Parecia coisa de faroeste”.
Zabé nasceu nos arredores de Buíque, Pernambuco, e foi com 16 anos para a Paraíba, onde por 25 anos residiu em uma loca na Serra do Tungão, o que lhe rendeu seu nome artístico.
Há quase dez anos vive no assentamento Santa Catarina, no município de Monteiro-PB, em uma casa que ganhou do Incra no processo de reforma agrária da região.
Lançou seu primeiro disco em 1995, com algumas faixas fizeram parte de uma coletânea japonesa chamada Nordeste Atômico.
Recebeu o prêmio de Revelação da Música Popular Brasileira, colecionando diplomas importantes e honrarias. Zabé viajou por todo o país com seu pífano, dividindo os palcos com Hermeto Pascoal, Gabriel o Pensador, Cabruêra, dentre outros.


Fonte: Jornal da Paraíba

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